Prosseguimento do Processo Disciplinar – Maycon Ribeiro


Nota pública do Presbitério da Igreja Puritana Reformada no Brasil

Assunto: Prosseguimento do Processo Disciplinar

Data: 22/03/21

O Presbitério da Igreja Puritana Reformada no Brasil (IPRB), por meio desta, comunica o prosseguimento do processo disciplinar de Maycon Ribeiro, bem como daqueles que se encontram sob sua autoridade em sua casa.

Após seis meses da admoestação formal recebida pelo referido irmão, não encontramos obras dignas de um suposto arrependimento, nem foi feita de prontidão e iniciativa própria o reparo pelos danos infringidos à causa da Verdade. Antes, a Igreja e a Santa ferramenta da disciplina foram, pelo admoestado, respondidas falaciosamente e com malfadadas escusas diversas. Embora algumas ações de direção concorde fossem por ele tomadas, nenhuma reforma pungente, ou voltada ao cerne e raiz das questões foi realizada.

Os pecados que iniciaram este processo disciplinar foram:

1) Ausência de uma ocupação secular clara, definida, honesta e piedosa, que garanta o sustento da própria família e proporcione o auxílio à Igreja e aos pobres (Ef. 4.28; 1 Ts. 4.6);

2) Desrespeito ao modelo bíblico familiar nuclear, por agregar-se à sua parentela com tolerância e participação nos seus modos e maneiras. Pecado que é agravado pela razão que os progenitores de ambos são contrários às muitas doutrinas e práticas da piedade ensinadas pela igreja de Cristo (Dt. 13.6-11; Sl. 101.3-7; 119.63), constituindo-se em indivíduos de viver desordenado, se não ímpio, aos quais a Escritura nos diz que não devemos sequer partilhar da mesa comum (2 Ts. 3.6; 1 Co. 5.11).

Tendo sido admoestado a respeito dos seus pecados, porém, sem abandoná-los completamente, e sem abjurá-los, comunicamos, com tristeza, a remoção de direitos comuns aos membros comungantes, como a participação da Ceia do Senhor, além de, conforme a disciplina exigida pelo padrão universal da Fé, permanecerem privados da livre comunicação com os demais membros.

Fazemos isso na esperança que sejam conduzidos ao arrependimento, e, consequentemente, reintegrados à plena comunhão, esperando que, com isso, desenvolvam finalmente o interesse, a iniciativa e o zelo pelo crescimento na piedade.

“Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu. Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. […] Porque, quando estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão. […] Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão.” (2 Tessalonicenses 3.6-15)

Considere-se ainda: “Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens […]. Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, recusa-o.” (Tito. 3.8, 10). Notando que por dois conceitos se define o herege, a saber: 1) um erro doutrinário afirmado e definido por suas palavras; 2) teimosa e obstinada recusa em sustentar e manter a sã doutrina, com ressalvas pessoais não feitas plenamente públicas, mas demonstradas em atos contrários ao padrão da fé, ainda que sem a sugestão de uma doutrina contrária. Ao que admoesta-se: “Os nossos aprendam também a aplicar-se às boas obras, nas coisas necessárias, para que não sejam infrutuosos.” (Tito. 3.14)

Essa etapa do processo disciplinar consiste em um prazo de três meses, durante os quais ele e sua casa devem evidenciar a devida correção e mui frutífero arrependimento pelos pecados supracitados, para que a comunhão seja restabelecida ao ponto anterior do processo, isto é, ao estado de ατάκτως (ataktos, desordenado), sob observação. Caso contrário, a disciplina prossegue à excomunhão maior.

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