Malleus Dei – A Doutrina Judaica das Associações Voluntárias com os Não-Pactuantes


Assunto: A Doutrina Judaica das Associações Voluntárias com os Não-Pactuantes

Data: 30/04/2021

O Instituto Malleus Dei alerta a todos que, embora a decisão privada de aderir a uma doutrina religiosa específica seja inviolável, a manifestação pública de uma opinião individual e pessoal, em um discurso não-religioso, com objetivo de causar dano a todos seus aderentes é crime. O ensino de que os participantes do Pacto Divino não devem ter relações sociais voluntárias com os não-pactuantes é de origem Judaica. Publicar, como indivíduo, fora do discurso religioso institucional, declarações que universalizam e propagam a antipatia para com todos aderentes desta doutrina é Preconceito Religioso e Antissemitismo, isto é, racismo contra os Judeus. É tão preconceituoso e racista dizer que “circuncisão é crime e violência, devemos acabar com isso!” quanto dizer “evitar associação voluntária com não-pactuantes é crime e violência, devemos acabar com isso!”.

Havendo sido transmitido o alerta, segue uma defesa da origem judaica da doutrina, segundo a obra do pastor Puritano Matthew Henry:

“Josefo [afamado historiador e escritor judeu], mostrava um pouco mais de civilidade e usava de termos mais simples, declarando: ‘Aqueles estranhos [ao pacto] (gentios) que vieram a nós, por qualquer outro motivo que não fosse religioso, não receberam permissão de ‘Moisés’ para se misturarem conosco em qualquer grau de familiaridade’.

Na obra judaica Mitzvot Tora, 148, encontramos a proibição de um judeu comer com gentios, ou mesmo de andar com um gentio pelas ruas. Maimonides diz: ‘É vedado a um judeu unir-se aos gentios, porque estes são suspeitos de derramarem sangue; e um judeu não pode associar-se a eles no caminho. Se um judeu encontrar-se com um gentio, no caminho, deve fazê-lo voltar-se para a mão direita; se um judeu e um gentio estiverem subindo por uma ladeira ou descendo por uma descida, o israelita não pode seguir mais abaixo do gentio; mas o israelita deve vir mais acima, e o gentio mais abaixo, a fim de que este não caia e mate aquele; e não deve seguir lado a lado com o gentio, a fim de que não lhe parta o crânio’. (Ver Hilchot Rotzeach, pág. 12, secção 7)

Conta-se a história de certos rabinos que perceberam a aproximação de um homem; e então disseram uns aos outros: ‘Vamo-nos daqui, pois talvez esse homem seja um gentio idólatra, ou um dos que fazem parte do povo da terra; e a nós é proibido nos juntarmos a esses no caminho’. (Ver Zohar sobre Êxodo, fol 21:1). 

Os judeus religiosos, embora com preconceitos que distorciam essa religiosidade, não se rebaixariam jamais a entrar sob o teto de qualquer indivíduo gentio, dizendo que ‘o átrio de um estranho (gentio) é a habitação de uma fera’. (Ver Talmude Bab. Erubin, fol 62:2).

A separação entre judeus e gentios foi derrubada porque Cristo nos inseriu no mesmo pacto que eles, enxertando-nos, um galho de oliveira brava, no tronco e raiz de Israel. Contudo, embora devamos evitar o preconceito nutrido por algumas vertentes judaicas do primeiro século, não devemos nos desfazer desta religiosidade e doutrina que, conforme a lei da natureza, separa luz das trevas; conforme a lei de Cristo, separa a comunhão de Seu Corpo da comunhão dos filhos de Belial.”

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