05, Dec, 2019
Uma Apresentação Breve

Uma Apresentação Breve

Sem dúvida alguma, a única exata definição sobre a Igreja Puritana Reformada, é dizer que é uma Igreja cuja regra superior, suficiente e final de doutrina e piedade é a Sagrada Escritura do Velho e do Novo Testamento, conforme ela, sob a iluminação do Espírito Santo, interpreta a si mesma aos olhos e para o Testemunho do Povo de Deus. Há, entretanto, inúmeros hereges e heterodoxos, falsas igrejas e falsos profetas, que clamam similar subscrição ao Livro Santo. Hemos, assim, de apresentar os nossos distintivos, provados pela exegese e interpretação da Bíblia Sagrada, de forma clara, organizada a e apologética, para Defesa da Fé, o que foi feito e é sustentado pelos Símbolos de Fé.

Fundada no Brasil, no século XIX pelos herdeiros dos Puritanos e Covenanters, da Escócia e Inglaterra, a Igreja Puritana Reformada, carrega consigo tanto a História do seu próprio estabelecimento, quanto daqueles grandes embates que nos antecederam e cumpriram o papel da Igreja em fazer a Verdade ser vista, como que suportada em um estandarte, exibida para nos guiar na batalha. Nosso principal Símbolo de Fé é a Confissão de Fé de Westminster, conforme seu texto original de 1647. Para bom uso no estudo da Confissão, acompanham-na o Catecismo Maior e o Breve Catecismo de Westminster. Para orientação na boa ordem da Igreja, o Diretório de Culto Público, e o Diretório de Culto Familiar, e a Forma de Governo. Por fim, porém de grande importância, dois eixos interpretativos se fazem conhecidos, para funcionarem em equilíbrio: determinando a manifestação temporal da Salvação e o instrumento do anúncio do Evangelho – A Solene Liga e Aliança de 1643, causa material da Confissão de Fé; determinando a origem e escopo da Salvação Eterna e a essência do anúncio do Evangelho – A Soma do Conhecimento Salvífico.

Algumas das Doutrinas Confessionais

A Confissão de Fé de Westminster, escrita de um privilegiado ponto da História onde a Grande Reforma Protestante já estava madura e a Segunda Reforma despontava adiante, serviu-se de uma exemplar e ainda não igualada extirpe de teólogos de todo o mundo. Até este dia permanece insuperada em precisão doutrinária, honrada ainda como nossa legítima Herança que guarda o caminho para a ortodoxia de nosso Igreja, que nos conduz de volta ás fontes de águas vivas e puras da Sagrada Escritura e para longe dos erros do liberalismo teológico, racionalismo frio, misticismo e fanatismo que polarizaram e dilaceraram a unidade dos que professam serem Evangélicos ou Protestantes no século XIX.

Algumas das doutrinas ensinadas nestes documentos são aqui postas em destaque exatamente por serem especialmente odiadas pelos inimigos da Verdade que mais comumente nos rodeiam nestes dias, e não sem motivo são detestadas – revelam-se poderosas armas que atingem o âmago dos seus sistemas religiosos. Notemos, pois, como Igreja Puritana Reformada, cremos e confessamos:

• A Inspiração Plena das Escrituras do Velho e do Novo Testamento;

• O uso do Textus Receptus (recusamos a obra da Alta Crítica);

• O método de interpretação Gramático-Histórico, sob a Analogia da Fé, adjunto à Tipologia e Aplicação;

• A Triunidade de Deus;

• A Dupla Natureza de Cristo Jesus;

• A Expiação e Sacrifício Vicário de Jesus Cristo para Salvar Seu Povo;

• A Justificação Somente pela Fé em Cristo Jesus;

• A Soteriologia chamada ‘Calvinista’;

• O Princípio Regulador do Culto;

• A Salmodia Exclusiva;

• A Eclesiologia de Westminster;

• O Princípio do Establishment e o direito de defesa contra a Tirania;

• A Guarda do Dia do Senhor;

• A abolição dos ‘dias religiosos’ de instituição humana ou próprios da Velha Aliança;

• A Prática da Piedade, e nela o precisianismo, a casuística e o experimentalismo;

• A vitória escatológica da Igreja em proclamar o Evangelho e fazer discípulos em todos povos, línguas e nações;

• A Ressurreição do Corpo e o Julgamento no Último Dia;

• O descanso eterno Celestial para todos os Justos achados em Cristo Jesus, e a punição eterna no Inferno para todos que não estão em Cristo Jesus.

Um quadro ainda mais amplo

Para mais perfeita compreensão destas doutrinas e para testemunho de que a Fé Cristã que encontramos na Escritura Sagrada está sobre a Terra ininterruptamente, e jamais as portas do inferno puderam nem poderão deter a Verdade, confessamos subordinadamente e recomendamos o estudo dos seguintes documentos da Igreja:

• Confissão de Fé Escocesa – The National Covenant

• Primeiro Livro de Disciplina de 1560

• Segundo Livro de Disciplina

• Cânones e outros documentos de Dort, com os documentos herdados de Genebra

• Aliança Nacional de 1638

• Acknowledgment of Sins & Engagement to Duties, 1648

• The Sanquhar Declaration of War 1680

• Renovation of Covenants, Auchensaugh, 1712.